segunda-feira, 18 de setembro de 2017

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Kbeats Vol.3 - Música Eletrônica Meridional

3˚ edição da coletânea organizada pelo Festival Kino Beat, com foco na produção digital e eletrônica do Rio Grande do Sul.




13˚ Mapping Festival em Genebra

Entre os dias 24 e 29 de maio estive em Genebra para a 13˚ edição do Mapping Festival - visual audio + deviant electronics. O festival é um espaço único no cenário artístico da Suíça e já estabelecido como rota para artistas e entusiastas de todo o mundo, com interesse em cultura digital e arte audiovisual. O festival se desdobrou sobre o tema central “Digital Shifts”, com programações divididas em 3 eixos, Mapping Live (Live P.A, Live AV, DJs), Mapping Expo (Exposição) e Mapping Lab (Fórum e Workshops).

O festival teve seu início no dia 11/05 com a abertura da exposição DISNOVATION.ORG, dos artistas franceses Nicolas Maigret & Maria Roszkowska. A exposição foi um dos pontos altos do festival, com 5 instalações que traduziam com bom humor e invenção o presente e futuro da ideologia da inovação tecnológica.



Mapping _ Digital Shifts 2017 /// DISNOVATION.ORG exhibition opening /// 11 May 2017 @ ACT from mappingfestival on Vimeo.

The Pirate Cinema
Instalação mais conhecida do coletivo, que aborda temas como onipresença e vigilância, analisando e expondo em tempo real transferências de arquivos torrent. A instalação cria um cut-up aleatório que também pode ser visto como um zapping digital, e reflexo da baixa retenção e atenção a conteúdos audiovisuais online.



Predictive Art Bot
Um algoritmo que se alimenta de discussões online para criar conceitos e previsões artísticas. A metáfora perfeita para a morte do curador/artista e uma ode ao transhumanismo, deliberando a criatividade criadora as máquinas.



O outro ponto alto do festival foi o fórum Paradigm Shift, nos dias 24 e 25, com 5 palestras por dia, artistas, jornalistas, curadores, designers e políticos, apresentaram falas a partir dos temas centrais “Technology Now, Society Tomorrow” e “The Religion for a Brave New World”. O fórum explorou a complexa relação entre homem-máquina, interatividade e como a internet e a tecnologia vem transformando a cultura.

Me, Myself and My Avatar
Apresentação dx artista virtual LaTurbo Avedon, um avatar de gênero mutante que cria instalações e performances artísticas em ambientes virtuais.   


On the Move: Shaping Europe’s Future Through Artistic Mobility and Global Cultural Networks

Representantes de festivais e organismos de cultura da Europa apresentaram exemplos de intercâmbio cultural e alternativas para uma Europa unida pela cultura e arte.


A mostra de filmes KINOTRON realizada em parceria com o charmoso cinema Spoutnik, que tem um bar dentro da sala de cinema, foi uma descoberta excêntrica do período comunista na Ucrânia, uma tentativa de fazer filmes científicos mais atrativos e poéticos.


“Kinotron is a new form of film production.
The analogy emerges immediately: cyclotron, synchrophasotron, etc.
It’s all about the highest velocities and giant energies.”
From Felix Sobolev archive

Confesso que as apresentações ao vivo, que integravam o eixo Mapping Live, deixaram um pouco a desejar pela quantidade, esperava mais artistas e também um pouco mais de variação nas propostas, especialmente nas performances audiovisuais ao vivo. O que mais me chamou a atenção e também foi a performance mais comentada no festival foi o trabalho, FIELD, do canadense Martin Messier.

Com a ideia de que é possível criar sons a partir de um campo eletromagnético, o artista usa microfones que captam as partículas elétricas para disparar o trabalho. Dois painéis escultóricos servem de entrada e saída para conexões que se formam para o controle dos sons. A iluminação em movimento cria frames e uma narrativa acidental a parte, ampliando e cortando a ação do artista na parede/tela.

Ainda dentro do eixo Live, foram realizadas 3 festas na sala Zoo, que faz parte do incrível centro cultural Usine. As noites foram dominadas pelo Techno e suas variações, do mais cru e sujo da romena Borusiade, ao minimalismo do italiano Neel.

O Sueco Peder Mannerfelt apresentou um dos lives mais autênticos da programação, com influências que iam da percussão africana ao techno industrial, com padrões rítmicos tortos e momentos de contemplação, uma dinâmica que não é pra qualquer pista.


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Os VJs tinham lugar de destaque nas noites, cada dia com um especialista, destaque para o Húngaro Bordos, que no último dia apostou em uma cabine 3D, projetando em uma tela disposta na frente dos DJs.

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Senti falta de mais artistas Suíços na programação do festival, fator que a curadora Justine Beaujouan atribuiu a uma cena ainda pequena no país. Mesmo sendo um festival já estabelecido e com 13 edições, esse tamanho da cena também pode ser responsável por um festival com público um pouco reduzido, mas vale lembrar que Genebra é uma cidade com menos de 400 mil habitantes. O Mapping é um festival com compromisso na inovação e fomento da cena, da qual eles são os pioneiros no país, feito com carinho por muitos voluntários, algo típico em festivais europeus.

Foi uma ótima experiência visitar o festival, ampliar a rede de parceiros, conhecer novos artistas e ideias, que com certeza serão assimiladas e de alguma forma aplicadas no Kino Beat. A minha viagem foi um convite da fundação Pro Helvetia, ligada ao ministério da cultura Suíço, com a finalidade de estabelecer um intercâmbio entre festivais e países, que já será vista na quarta edição do Festival Kino Beat de 15 a 19 de novembro.

Gabriel Cevallos
Curador Kino Beat

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Festival Kino Beat Showcase


O Festival Kino Beat apresenta uma amostra da sua programação com duas atrações internacionais que exploram de forma radical o som através de elementos como: luz, corpo, espaço e matéria, expandido o uso convencional da guitarra com o francês Julien Desprez, e amplificando o mundo silencioso da matéria com o português Gil Delindro.

Julien Desprez (França) apresenta: Acapulco Redux 
http://www.juliendesprez.com/





Gil Delindro (Portugal) apresenta: Voidness of Touch

http://www.delindro.com/




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Cobertura do 3˚ Festival Kino Beat

Versão estendida do vídeo cobertura do 3˚ Festival Kino Beat, que aconteceu de 05 a 09 de outubro em vários espaços por Porto Alegre.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Fotos do 3˚ Festival Kino Beat 2016

A terceira edição do Kino Beat aconteceu entre os dias 05 e 09 de outubro no Teatro do SESC, Instituto Goethe, Theatro São Pedro, Galeria Ecarta e Galeria Península. O Festival reuniu diversas atrações nacionais e internacionais inéditas em Porto Alegre e no Brasil, em apresentações com entrada franca. Aproximadamente 2000 pessoas circularam entre os nove eventos distribuídos nos cinco dias de programação, e são esperados mais 1000 visitantes na exposição The Dance Party que se estende até o dia 13 de novembro na Galeria Ecarta. 


05/10 Teatro do SESC - Grupo Medula (RS) no lançamento do espetáculo Forças


 





05/10 Galeria Península - Versão noite da Performance A Festa Profunda
Bruno Mendonça (SP)



Marion Velasco (POA)


Liana Padilha (RJ)





06/10 Theatro São Pedro - Suecos no Theatro São Pedro com Quiltland e Moon Wheel

Quiltland 



Moon Wheel





07/10 Instituto Goethe -  Performance Three Dreams de Junko Wada (Japão) e Hans Peter Kuhn (Alemanha)






07/10 Galeria Ecarta -  Abertura da exposição coletiva The Dance Party e show ao vivo de Érica Alves.






08/10 Galeria Península - Versão dia da performance A Festa Profunda

Adventure e Spleen  (POA)


Bruno Mendonça (SP)


Liana Padilha (RJ)

Marion Velasco (POA)



08/10 Teatro do SESC - Alex Augier (França) na performance oqpo_oooo e Matheus Leston (SP) na performance "Menos"
Alex Augier



Matheus Leston




09/10 Teatro do SESC - Vincent Moon (França) na performance Et/errances